O advogado 4.0 é o profissional da militância jurídica que defende seus clientes utilizando ferramentas digitais e a internet. Cada vez mais informatizado, o contexto legal não poderia deixar de se inserir na Transformação Digital, movimento espontâneo de progressiva inserção da tecnologia em diversas atividades.

Embora seja um ramo conservador por natureza, felizmente o meio jurídico vem se ajustando às novas práticas, que facilitam a organização de tarefas e beneficiam clientes. Não há dúvidas de que advogados menos atarefados são, naturalmente, mais eficazes em suas defesas.

Continue lendo para saber mais sobre essa nova configuração do mercado de trabalho na advocacia e como atuar de acordo com as últimas tendências.

Como a transformação digital chegou na área jurídica?

A tecnologia incorporada às práticas advocatícias, em geral, nunca esteve na ordem do dia. Por mais que computadores sejam usados há muito tempo em escritórios, os recursos informatizados, por si sós, jamais provocaram mudanças nas rotinas.

O advogado 4.0, portanto, representa uma mudança nessa relação. Com a massificação do conceito de Internet das Coisas (Iot), do uso crescente de dispositivos móveis e da computação em nuvem, o aparato digital passa a ser também protagonista.

Em vez de serem apenas acessórios, os recursos tecnológicos baseados na internet converteram-se em aliados. Isso porque eles levam para os escritórios uma vantagem competitiva que até então se imaginava restrita ao meio industrial, a automação.

Responda com sinceridade: quantos processos seu escritório redige ou trata quase no piloto automático, em função da experiência acumulada? Na prática, quer dizer que as peças iniciais são sempre idênticas, as soluções acabam se repetindo e, no final, tudo se resume a seguir um roteiro já bastante conhecido.

Trata-se de um problema nem sempre percebido. O meio jurídico, como toda atividade produtiva, evolui conforme as práticas do seu tempo. Assim sendo, profissionais que se dedicam mais a acompanhar o processo evolutivo estarão à frente dos que se acostumaram a fazer o “feijão com arroz”.

Logo, a Transformação Digital veio para libertar os advogados de tarefas repetitivas e da potencialmente perigosa acomodação.

De que forma o advogado 4.0 atua?

No dia a dia, o advogado 4.0 usa a internet para agilizar suas rotinas em reuniões via Skype ou Whatsapp com clientes e parceiros. Também se beneficia com assinaturas de contratos eletrônicos ou utilização de aplicativos e plataformas que aproximam o público dos profissionais de advocacia.

Além da praticidade, a expansão digital também dotou o advogado de uma capacidade muito maior de divulgar conteúdos próprios e defender seus pontos de vista. Sites, blogs e redes sociais estão à disposição para profissionais que querem ganhar visibilidade ou se posicionar a favor da cidadania.

O acesso à informação é muito maior no contexto da Transformação Digital e do Direito 4.0. Pela Web, é muito mais fácil consultar jurisprudência, analisar processos e alternativas para os casos menos comuns.

O advogado 4.0, portanto, tem capacidade muito maior de se manter atualizado. Assim, pode defender causas nem sempre regulamentadas, como cyberbullying, pornografia de vingança ou violações de privacidade.

Quais recursos ele tem à mão?

A disponibilidade de ferramentas permite ao advogado não apenas agilizar processos repetitivos, como evitar longas e desgastantes contendas nos tribunais. É preciso salientar que o profissional de advocacia tem como função elementar garantir o direito à ampla defesa.

Isso não quer dizer que, necessariamente, uma causa tenha que ser defendida na frente de um juiz de direito ou perante testemunhas. Assim sendo, veja como a Transformação Digital está ajudando advogados, juízes e clientes a evitar longas audiências e a agilizar decisões.

Jurimetria

A consulta a processos, tendo em vista o uso de jurisprudência, sempre tomou muito tempo. No passado, era necessário recorrer aos colossais arquivos dos tribunais de justiça, em busca de decisões anteriores que respaldassem uma defesa.

Esta é, talvez, uma das maiores conquistas que a digitalização dos processos trouxe. Agora, é possível não só encontrar decisões para pautar jurisprudência, como analisar casos semelhantes e obter estatísticas para serem usadas como fundamento. Plataformas como Aviso Urgente e o Digesto possibilitam o uso inteligente de dados em massa, ajudando a orientar defesas.

Conciliação

Nem sempre uma conciliação é fácil de ser alcançada. Quando um litígio é deflagrado, a tendência é que cada parte envolvida evite ao máximo o contato com a outra, em função do natural receio de possíveis implicações legais.

Quando a causa envolve pessoas jurídicas, o contato pessoal nem sempre é possível. Assim sendo, ferramentas como o Sem Processo podem atuar como “meio de campo” entre advogados, impessoalizando a comunicação e aumentando as chances de um acordo.

Gestão de documentos

Se há um desafio a ser superado por escritórios de advocacia, tribunais e departamentos jurídicos é a gestão documental. Considerando o uso da jurisprudência, é mais que natural que decisões sejam mantidas em arquivos, que, com a Transformação Digital, possam ser armazenados digitalmente.

Da mesma forma que as demandas já expostas, a tarefa de guarda de documentos também é facilitada com a utilização de aplicativos. Plataformas, como M4LAW, são desenvolvidas considerando as necessidades dos profissionais de advocacia. Informações jurídicas e processos podem ser armazenados e, além disso, receber tratamento de robôs que usam Inteligência Artificial para antecipar soluções.

Como tornar-se um profissional digital?

Existem muitas outras soluções que surgem em função da digitalização e do uso massivo da internet no âmbito jurídico. Por isso, o profissional que ainda não está familiarizado com a tecnologia precisa ajustar-se o quanto antes. Para isso, é fundamental estar conectado e acompanhar sites especializados e publicações de blogs, como o do Diário Oficial-e.

Igualmente recomendável é testar as diversas ferramentas desenvolvidas para advogados. No Google Play e Apple Store há incontáveis aplicativos gratuitos, fáceis de utilizar e que certamente agilizarão tarefas de rotina. Basta tomar a iniciativa e, se tiver dificuldade, os próprios desenvolvedores oferecem suporte para tirar dúvidas. Ou seja, fica por fora quem quer.

Ser um advogado 4.0 significa estar sempre disposto a aprender, até mesmo porque as soluções que estão em pauta hoje podem tornar-se obsoletas amanhã. A tecnologia muda, mas uma coisa permanece igual no universo jurídico: a necessidade de estar sempre bem informado!

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