O mercado jurídico oferece muitas maneiras de se exercer a profissão, mas, em contrapartida, é bastante concorrido. Estagiários de direito, advogados recém-formados e até mesmo quem possui anos de experiência com seu próprio escritório têm dificuldades de se posicionar, reinserir ou encontrar maneiras de fazer seu negócio crescer.

Atuar como correspondente jurídico, nesse sentido, é uma das melhores maneiras de ganhar experiência (especialmente para quem está começando), ampliar a rede de contatos e captar novos clientes, divulgando o nome do advogado ou escritório a que está vinculado.

Ainda não sabe muito bem como funciona a atuação desse profissional? Siga a leitura e descubra como funciona o trabalho do correspondente jurídico e quais os benefícios de se tornar um!

A atuação do correspondente jurídico

O correspondente jurídico é um advogado responsável por prestar serviços que competem à classe, tais como realização de cópias, audiências, protocolos, despachos com magistrados, entre outros.

Para tanto, ele deve estar regularmente inscrito nos quadros da OAB de sua seção (excluídos os estagiários, que não podem prestar este tipo de serviço), bem como estar em dia com mudanças na legislação, trâmites forenses, exigências dos Tribunais e as práticas mais desejáveis nesses espaços.

Além de deter esses conhecimentos específicos, o correspondente jurídico deve ser responsável, pontual, ético, possuir boa postura, dicção, oratória, além de disposição para enfrentar os desafios que possam vir a surgir em seu caminho.

Quem utiliza os serviços do correspondente jurídico

Os correspondentes jurídicos geralmente são contratados por escritórios de advocacia, autônomos ou mesmo empresas que buscam fazer parcerias em outras localidades que não a de sua sede e necessitam de apoio para conseguir cópias, realizar protocolos ou os acompanhar processos.

Atualmente, é bastante comum que aqueles que buscam por correspondentes jurídicos utilizem sites especializados para encontrar o profissional que esteja mais alinhado com seus objetivos, mas há também quem conte com o auxílio de escritórios que trabalham especificamente com demandas desse tipo e parceiros em todo o país.

O que as instituições levam em consideração ao contratarem correspondentes

Escritórios de advocacia e empresas de todos os portes necessitam constantemente do apoio de advogados correspondentes para tratar de processos que tramitam em uma comarca distante da que estão inseridos.

Para escolherem os profissionais que representarão seu negócio, a maioria das instituições costuma pedir indicações a outros advogados e buscar mais sobre o correspondente e seu perfil na internet.

Antes da contratação, é bastante comum que se leve em consideração fatores como o grau de comprometimento, presteza e o próprio comportamento do advogado, analisando-se a rapidez com que retorna a e-mails, mensagens e ligações, bem como o vocabulário utilizado e o prazo em que pretende cumprir a tarefa que foi confiada a você.

Uma vez escolhido o profissional, o contratante tende a analisar a qualidade do serviço  prestado como um todo: se o prazo prometido foi cumprido, se as imagens enviadas (caso sejam requeridas) possuem boa qualidade, etc.

Se o serviço prestado for satisfatório, é bastante comum que o contratante queira repetir a parceria ao longo do tempo, já que é muito mais fácil contar com seu auxílio no futuro do que procurar novos advogados para desempenhar as tarefas que vierem a surgir.

As possibilidades de fortalecer sua imagem

Muitos escritórios e advogados autônomos do Brasil baseiam seus rendimentos em diligências havidas para além dos Tribunais, realizando atos de correspondência em delegacias, INSS, repartições municipais e estaduais, Procon etc.

Como pequenos atos — como realização de cópias, acompanhamento de processos e protocolação de documentos — costumam estar inseridos em procedimentos bem mais complexos das instituições, especializar-se na advocacia de apoio acaba se mostrando uma boa maneira de se estabelecer e obter sucesso na carreira.

Uma boa oportunidade para escritórios que buscam se firmar como líderes na correspondência é agregar valor a seu trabalho treinando colaboradores, fornecendo relatórios completos, estudando os perfis dos juízes ou mesmo instruindo prepostos.

Assim, eles podem oferecer aos contratantes avaliações de risco mais realistas e subsídios completos para que possam formular propostas de acordo, dar tratamento correto aos processos e ter maior chance de ganho de causas.

Isso porque um correspondente habitual acaba se tornando um verdadeiro representante de seu contratante na comarca que atua, sendo responsável, inclusive, por aconselhá-lo quanto a melhor forma de cumprir diligências naquela localidade (como encaminhar um pedido, argumentar com o magistrado etc).

Novas oportunidades de ampliar o networking

Especialmente para quem já está posicionado há algum tempo e busca ampliar suas fronteiras, atuar como correspondente jurídico representa uma boa forma de fazer networking, angariar e fidelizar novos clientes, já que permite que o advogado divulgue seus serviços e firme seu nome no mercado.

A advocacia de apoio permite que o advogado conheça colegas com mais experiência, associe-se a nomes já conhecidos do grande público e ainda troque dicas, experiências e conhecimentos. Ela recompensa profissionais dedicados e compromissados, aumentando o número de indicações boca a boca.

A divulgação do correspondente ocorre para localidades de todo o país, permitindo que ele venha a atuar naquelas regiões, crie filiais de seu escritório ou mesmo fortaleça parcerias com outros possíveis contratantes por ali e ganhe uma renda extra.

Nesses casos, é possível conciliar um trabalho formal com outras demandas como advogado, já que o advogado de apoio tem flexibilidade para fazer seus próprios horários e cumprir seus prazos, não se atendo a uma jornada de trabalho pré-determinada.

A correspondência jurídica em tempos de crise

Em tempos de crise, mesmo advogados que contam com ampla experiência e vários anos de casa em escritórios acabam sofrendo com o corte de gastos e podem vir a ser dispensados.

A advocacia de apoio, nesse sentido, é uma excelente maneira de o profissional continuar atuando mesmo na adversidade, já que a demanda por correspondentes continua seguindo um fluxo normal para que tanto processos que já existem quanto processos novos permaneçam em constante movimento.

Fica bastante claro que a correspondência jurídica é uma área bastante promissora do Direito e permite que o profissional amplie sua rede de contatos, posicione-se no mercado jurídico e demonstre competência. É, portanto, uma boa oportunidade para qualquer advogado que queira ter uma carreira longeva e satisfatória.

Agora que você já entendeu como funciona a atuação do correspondente jurídico, que tal conhecer 5 motivos para contar com um profissional desses na sua equipe? Nos vemos no próximo post!

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